Pedir um orçamento de site fica muito mais simples quando sabe o que quer que o site faça pela sua empresa. Neste artigo explico o que reunir antes, o que incluir no pedido e como ler as propostas que receber.
Antes de pedir: o que tem de fazer o seu site?
Muitos pedidos de orçamento começam com «preciso de um site». É um bom ponto de partida, mas não chega para ninguém preparar uma proposta séria.
Um site serve para coisas diferentes consoante o negócio:
- Uma clínica quer que os clientes marquem consulta sem telefonar.
- Um restaurante quer mostrar a ementa, o horário e receber reservas.
- Uma oficina quer que quem pesquisa «mecânico perto de mim» a encontre e perceba logo o que ela faz.
- Uma pequena loja quer vender online sem complicar a gestão de stock.
Antes de contactar alguém, escreva numa folha a resposta a três perguntas:
- O que quero que um visitante faça no site? Ligar, marcar, reservar, comprar, pedir contacto?
- Quem são os meus clientes e onde estão? Só em Lisboa, na área metropolitana, ou em todo o país?
- Como sei se o site está a funcionar? Mais marcações, menos chamadas repetidas, mais pedidos de informação?
Com estas respostas, a conversa com qualquer equipa fica mais direta. E a proposta que receber vai ser mais certeira.
O que incluir no pedido de orçamento
Não precisa de um documento técnico. Um email de meia página com a informação certa já ajuda muito. Inclua:
- Quem é a empresa. O que faz, há quanto tempo, que serviços ou produtos vende.
- O objetivo do site. O que descreveu acima.
- Páginas que imagina. Por exemplo: início, serviços, sobre nós, contactos, galeria. Se não sabe, diga que não sabe.
- Funcionalidades. Formulário de contacto, marcações online, reservas diretas, loja online, pagamentos, várias línguas.
- Conteúdos. Já tem textos e fotografias? Quem os vai tratar? Precisa de ajuda a escrevê-los?
- O que já existe. Domínio (o endereço, tipo `nomedaempresa.pt`), alojamento, site antigo, perfil no Google.
- Exemplos que lhe agradam. Dois ou três sites, de qualquer área, e o que gosta neles. Ajuda a perceber o seu gosto.
- Prazo. Tem uma data importante, como uma abertura ou uma época alta?
- Quem decide. Se há sócios, diga quem aprova o quê. Poupa muitas voltas.
Se quiser perceber que tipo de trabalho se pode pedir, veja a página de serviços da ArqWeb. Serve para ter vocabulário e saber o que existe, mesmo que acabe por escolher outra equipa.
Porque é que duas propostas podem ser tão diferentes
É normal receber propostas muito diferentes entre si. Quase nunca é porque uma está certa e a outra errada. Costuma ser porque cada uma assume um âmbito diferente.
As diferenças vêm, em regra, de coisas como:
- o número de páginas e o nível de personalização do desenho;
- se há loja, marcações ou reservas, e com que integrações (pagamentos, calendário, faturação);
- quem escreve os textos e trata das fotografias;
- se inclui alojamento, domínio e manutenção, ou se ficam por sua conta;
- quantas rondas de alterações estão previstas;
- se há formação para a sua equipa gerir o site depois.
Por isso, não compare propostas só pelo total. Compare linha a linha o que está incluído. Se uma proposta não menciona alojamento ou revisões, pergunte. A omissão pode ser só um esquecimento, mas convém saber antes de assinar.
O que deve constar num bom orçamento
Uma proposta clara responde, sem rodeios, a estas perguntas:
- O que vai ser feito? Lista de páginas e funcionalidades.
- O que não está incluído? Tão importante como o resto.
- Em que fases e com que prazos? Desde o primeiro contacto até ao site no ar.
- O que é preciso de si? Textos, fotografias, acessos, decisões, e até quando.
- Quem fica com o quê? O domínio deve ficar registado em seu nome. Deve saber também quem tem acesso ao painel do site e ao alojamento.
- Que apoio existe depois do lançamento? Correções, atualizações, segurança, cópias de segurança.
- Como são tratadas as alterações pedidas a meio? Todos os projetos têm algumas. É melhor saber já como funcionam.
Peça também para ver trabalhos anteriores. Na página de projetos da ArqWeb mostramos o tipo de sites que fazemos, e qualquer equipa séria deve estar disponível para fazer o mesmo.
O que é razoável esperar em relação ao Google
Se o seu objetivo é aparecer no Google, esta parte merece atenção.
O próprio Google Search Central é claro: ninguém pode assegurar uma posição específica nos resultados de pesquisa. Se alguém lhe prometer isso, desconfie. O que uma equipa pode fazer é construir o site com uma base técnica sólida e ajudá-lo a comunicar bem o que a sua empresa faz.
Em concreto, um bom orçamento deve contemplar:
- Site que funciona bem no telemóvel. A maior parte das pessoas pesquisa e navega no telemóvel. O Google indexa a versão móvel dos sites, por isso esta parte conta.
- Ligação segura (HTTPS). É hoje o mínimo esperado.
- Títulos e descrições claros em cada página. O Google Search Central recomenda que cada página tenha um título próprio e descritivo, que diga ao utilizador o que vai encontrar.
- Páginas que carregam depressa e sem saltos. O web.dev explica as Core Web Vitals, que medem a rapidez de carregamento, a resposta aos toques e a estabilidade visual da página. Pergunte se a equipa as tem em conta.
- Conteúdo útil e honesto. Uma página por serviço, com texto escrito para pessoas, a explicar o que faz, para quem e onde.
Para quem tem clientes locais, há ainda o perfil da empresa no Google (o Perfil da Empresa, antes chamado Google My Business). A documentação do Google indica que, nas pesquisas locais, contam sobretudo a relevância, a distância e o destaque do negócio. Manter o perfil completo, com morada, horário, serviços e fotografias reais, ajuda. Pergunte se a proposta inclui apoio nesta parte, ou pelo menos orientação.
Nada disto garante resultados. Mas dá ao site condições para ser encontrado e compreendido.
Lisboa: reunião presencial ou à distância?
Se procura uma equipa em Lisboa, é natural querer conhecer as pessoas. Uma conversa presencial pode ajudar, sobretudo quando o negócio tem muito de visual ou de atendimento ao público. Mas hoje quase tudo se resolve bem por videochamada e email, e isso alarga as opções.
O que importa mais do que a morada da equipa:
- Percebe o seu negócio e faz perguntas relevantes?
- Explica as coisas sem jargão?
- Responde dentro de prazos razoáveis?
- Conhece a realidade de uma pequena empresa, com pouco tempo e pouco pessoal?
Se a sua clientela é local, vale a pena que a equipa perceba a zona onde trabalha, os bairros, os termos que as pessoas usam. Isso reflete-se nos textos e nas páginas.
Sinais de atenção ao ler propostas
Sem apontar o dedo a ninguém, há alguns sinais que justificam mais perguntas antes de decidir:
- A proposta promete posições no Google ou resultados garantidos.
- Não explica o que está incluído, ou usa só termos técnicos.
- Não diz em nome de quem fica o domínio e o site.
- Não menciona prazos, nem o que é preciso de si.
- Ninguém fez perguntas sobre o seu negócio antes de enviar valores.
Não são acusações. São pontos que, se estiverem em falta, convém esclarecer por escrito.
Perguntas frequentes
Preciso de saber de tecnologia para pedir um orçamento?
Não. Basta explicar o que faz a sua empresa e o que quer do site. A parte técnica é responsabilidade da equipa.
Posso pedir orçamento a mais do que uma equipa?
Pode e deve. Envie o mesmo pedido a todas, para as propostas serem comparáveis.
E se ainda não tiver textos nem fotografias?
Diga-o logo no pedido. Os conteúdos são uma das partes que mais atrasa um projeto, e convém decidir desde o início quem os trata.
O site vai aparecer logo no Google?
Não há como prometer isso. Um site bem feito e um perfil da empresa completo ajudam a ser encontrado, mas o Google decide os resultados e isso leva tempo.
Falar com a ArqWeb
Se quer pedir um orçamento de site em Lisboa e prefere falar com uma equipa que explica as coisas sem rodeios, a ArqWeb pode ajudar. Pode marcar uma conversa ou usar a nossa página de contacto para nos contar o que precisa.
